Saúde mental: mitos e busca de ajuda | Iohanna Sanches

Saúde mental · 4 min de leitura

Cuidando da Saúde Mental: Desmistificando Mitos e Buscando Ajuda

Você segue trabalhando, responde às mensagens e cumpre seus compromissos. Por dentro, porém, pode estar difícil. A saúde mental merece cuidado mesmo quando o sofrimento não aparece para quem está ao seu redor.

Profissional conversando com uma mulher durante um atendimento psicológico ilustrativo.

Saúde mental é mais do que um diagnóstico

Cuidar da saúde mental envolve a maneira como você vive suas emoções, enfrenta dificuldades e participa da vida cotidiana. Não se resume à ausência de um transtorno. Condições de vida, relações, experiências e recursos de apoio também fazem parte desse contexto.[1]

Isso permite uma mudança de pergunta: além de “será que tenho algum problema?”, você pode perguntar “como estou vivendo?” e “de que apoio preciso neste momento?”. Uma resposta difícil não torna você menos capaz. Ela pode indicar que existe algo pedindo cuidado.

Três mitos que podem adiar o cuidado

“Só devo procurar ajuda quando não aguentar mais.”

A busca por apoio pode começar antes de uma crise. Na psicoterapia, é possível explorar experiências que incomodam, compreender padrões e construir formas de lidar com dificuldades. Você não precisa esperar a vida parar para iniciar essa conversa.[2]

“Se eu continuo produzindo, então está tudo bem.”

Cumprir tarefas não conta toda a história. Observe também o esforço para atravessar o dia e como você está dormindo, se relacionando e se sentindo. A aparência de que tudo funciona não precisa impedir que você fale sobre o que dói.

“Terapia é só receber conselhos.”

A psicoterapia pode envolver reconhecer pensamentos e emoções, observar comportamentos, desenvolver estratégias para enfrentar problemas e compreender relações. O trabalho é construído conforme a abordagem e as necessidades da pessoa; não se limita a alguém decidir o que você deve fazer.[2]

Quando o cotidiano começa a ficar difícil

Mudanças persistentes no sono, no apetite, na energia ou no interesse por atividades, dificuldade de concentração, sensação de desesperança e prejuízo nas tarefas do dia a dia são exemplos de sinais que merecem atenção. Intensidade, duração e impacto na rotina ajudam a orientar a procura por uma avaliação.[3]

Esses sinais podem ter diferentes explicações. Uma lista na internet não fecha um diagnóstico. Você também não precisa atingir uma quantidade de sintomas para poder pedir ajuda, especialmente quando já existe sofrimento.

Em vez de se vigiar o tempo todo, observe uma situação concreta: o que ficou mais difícil esta semana? O que você tem evitado? Há alguém com quem consegue dividir essa experiência?

O primeiro contato pode ser simples

Uma das barreiras para começar é achar que você precisa saber explicar tudo. Não precisa. Às vezes, a frase mais honesta é “não estou bem e ainda não sei organizar o que estou sentindo”.

Uma mensagem possível

“Olá, gostaria de saber como funciona o atendimento. Tenho sentido dificuldade para lidar com algumas coisas da minha rotina e quero conversar sobre a possibilidade de iniciar terapia.”

Você pode perguntar sobre horários, valores, modalidade e abordagem. É um primeiro contato para entender o serviço e avaliar como se sente nessa conversa. Se o atendimento particular não for viável, uma unidade de saúde do SUS pode orientar você sobre os recursos disponíveis na sua região.[6]

Como construir esse cuidado

Na conversa inicial, procure conhecer a formação da profissional, a forma de trabalho e os combinados do atendimento. Perguntar sobre objetivos, sigilo e acompanhamento do processo ajuda a tornar o cuidado mais claro. Sentir espaço para dúvidas também importa.[2]

Com a Iohanna, há atendimento individual on-line e presencial no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O primeiro contato pelo WhatsApp permite conhecer a disponibilidade e as condições das sessões.

Uma pequena preparação

  • Anote o que motivou a busca por ajuda agora.
  • Escolha um exemplo de algo que tem sido difícil.
  • Separe as dúvidas que gostaria de fazer sobre o atendimento.

Você pode levar essas anotações ou chegar sem elas. Não existe um jeito perfeito de iniciar. O importante é haver espaço para a sua experiência, com suas palavras e no seu ritmo.

Se você precisa de apoio imediato

Se há risco imediato à sua segurança ou pensamentos de se machucar, procure ajuda urgente. No Brasil, você pode acionar o SAMU pelo 192 ou buscar um serviço de emergência. Para apoio emocional, o CVV atende pelo 188, gratuitamente, 24 horas por dia. O apoio emocional não substitui o atendimento de emergência quando há risco imediato.[4][5]

Dúvidas que podem surgir

Preciso estar em crise para começar a terapia?

Não. Você pode procurar apoio para compreender dificuldades, padrões e experiências que já trazem incômodo, mesmo que continue realizando suas atividades.

E se eu não souber o que dizer na primeira sessão?

Você pode começar contando o que motivou a procura ou dizendo que ainda está difícil colocar em palavras. A conversa não exige um relato pronto.

Posso perguntar sobre abordagem e objetivos?

Sim. Entender como a profissional trabalha, quais são os combinados e como o processo será acompanhado ajuda você a fazer uma escolha informada.

Fontes e leituras

  1. Organização Mundial da Saúde — Mental health.
  2. National Institute of Mental Health — Psychotherapies.
  3. National Institute of Mental Health — My Mental Health: Do I Need Help?.
  4. Ministério da Saúde — Serviço de Atendimento Móvel de Urgência — SAMU 192.
  5. Centro de Valorização da Vida — Apoio emocional pelo 188.
  6. Ministério da Saúde — Rede de Atenção Psicossocial — RAPS.

Foto ilustrativa: SHVETS production / Pexels.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual. Os exemplos de conversa são ilustrativos.

Você pode começar pela conversa.

Conheça o atendimento individual da Iohanna e tire suas dúvidas sobre as sessões. Não é preciso ter todas as respostas para dar esse primeiro passo.

Conversar com a Iohanna

Psicoterapia presencial no Recreio dos Bandeirantes e atendimento on-line.

Você pode realizar suas sessões por videochamada ou presencialmente, no consultório localizado no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro.

Endereço do consultório

Shopping Barra World — Office & Medical
Av. Alfredo Balthazar da Silveira, 580 — Sala 101
Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro — RJ
CEP 22790-710
  • Sessões com duração de 50 minutos a 1 hora.
  • Terapia de casal e psicoterapia individual.
  • Atendimentos particulares, com emissão de recibos para reembolso.
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